Césio (do latim "caesium", que significa "céu azul"), foi descoberto em 1860 pelo químico Robert Wilhelm Bunsen e pelo físico Gustav Kirchhoff, ambos alemões. O césio foi encontrado numa água mineral em Dürkheim, Alemanha atraves da espectroscopia.
É um metal alcalino localizado no grupo 1 na calssificação periódica dos elementos.
"O césio é altamente explosivo em água fria. Deve ser considerado um veneno extremamente forte. Alguns de seus radioisótopos são altamente perigosos para o ambiente e para os humanos. O hidróxido de césio é uma base extremamente forte."
Em 10 de Setembro de 1987; 3 catadores de ferro velho, acham no Instituto Goiânio de Rapioterapia abandonado, um aparelho de rapioterapia, e com a ajuda de um carrinho de mão levaram-o para a casa de um deles com o intenção de desmonta-lo e vender as parte de metal e chumbo para ferro velhos da cidade.
Em 13 de Setembro de 1987; o aparelho começa a ser desmontado e acha-se uma cápsula que é perfurada.
Em 18 de Setembro de 1987; a peça é vendida a um ferro velho, onde é desmostada a marretadas fragmentando e dispersando 19,26 g de cloreto de césio-137 (CsCl).
O proprietário do ferro velho, encantado com o pó, que parece sal de cozinha, que havia no interior da cápsula ficou maravilhado com o seu brilho azul que era obtido no escuro. Ele levo o pó para casa, mostra-o para a família e para os amigos. O pó era dado como presente e assim foi se espalhando.
O caso mais grave foi com a sobrinha de 6 anos do probrietário do ferro velho que ingeriu pequenas particulas de césio.
Algumas horas depois, a meninas e muitas pessoas que tiveram contato com o material começaram a ter os sintomas do césio em seu organismo; vômitos, náuseas, diarréia e tonturas.
Alguns dias depois a esposa do prorietário desconfia dos problemas de saúde e com a ajuda de um funcionário do ferro velho, leva uma amostra do material para a Vigilância Sanitária.
Médicos começam a suspeitar que as lesões são causadas por radiação, e alertam à um físcio nuclear que começa a investigar. Mas somente no dia 29 de Setembro é realmente descoberto que as lesões são causadas por radioatividade.
A partir dai, as pessoas contaminadas são levadas ao Estádio Olímpico para um triagem e medição da contaminação. De um grupo de 249 pessoas, cerca de 120 foram descontaminadas e liberadas. Já os 129 restante passaram a ser monitoradas, neste grupo estavam as quatro primeiras vítimas fatais do acidente.
Para a descontaminação da área, são mandados bombeiros e policiais sem nenhuma proteção para isolar o local, que logo depois apresentaram problemas de sáude.
As vítimas tiveram que abandonar suas casas e seus pertences que foram destruídos e viram lixo. Foram cerca de 13,4 toneladas de lixo contaminado com o césio-137. Esse lixo foi armazenado em cerca de 1.200 caixas, 2.900 tambores e 14 contêineres em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiás, GO, onde deve ficar por aproximadamente 180 anos.
Cerca de um mês depois, a sobrinha do proprietário morre, junto com a sua tia, que foram enterradas em caixões de chumbo de 700kg.
No enterro, houve confusão, pois cerca de 2 mil pessoas com tijolos e pedras tentaram impedir o entrerro por medo e desinformação.
5 dias depois, morreram a quarta e a quinta vítima do acidente, ambos funcionários do ferro velho.
Foram 60 mortes e 6 mil vítimas da contaminação com o material radioativo, entre elas funcionários que realizaram a limpeza do local.
" Passados dez anos do acidente com o césio-137, duas conseqüências foram consumadas: de um lado, a tragédia, cujas vítimas sofrem ainda hoje; e, de outro, o desenvolvimento científico-tecnológico, que deu ao Brasil, mesmo que por vias tortas, um novo status na área nuclear frente ao mundo. Se houve perdas irreparáveis, houve também conquistas importantes, particularmente na medicina, na segurança pública e nas atividades de intervenção em caso de novos acidentes.
Para os cientistas, o episódio de Goiânia foi uma oportunidade de testar na prática o que se sabia na teoria. Foi também um momento único de aprender novos conhecimentos e de adquirir uma experiência que continua inédita e, possivelmente, não terá paralelos. "O acidente nos tornou um ponto de referência mundial", afirma o físico Alfredo Tranjan, da Comissão Nacional de Energia Nuclear." Fonte: O Popular/Especiais - Goiânia - Go.
Bibliográfia
http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9sio
http://www.brasilescola.com/quimica/acidente-cesio137.htm
http://www.greenpeace.org.br/nuclear/cesio/flash_cesio.html
http://www.nuclear.radiologia.nom.br/irradiad/cesio/cesio2.htm



